quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Merecem louvor os homens que em si mesmos encontraram o impulso, e subiram nos seus próprios ombros 

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Se tudo estiver indo muito bem para você (vendas altas, projetos em dia, salário corrigido), será que há algum risco de perder sua motivação exatamente por isso, por tudo estar indo às mil maravilhas? Será que você corre o risco de relaxar, de não dar a devida atenção para manter uma alta motivação, e assim perdê-la?

Respondo: de jeito nenhum! Deixe-me explicar: a motivação de alguém não cai pelo fato de as coisas estarem indo muito bem, e sim quando começam a ir mal – e não necessariamente no trabalho. Zig Ziglar, grande motivador norte-americano, diz algo bem pertinente a isso. Ele afirma que o que você faz fora do trabalho é fator determinante do quanto você irá progredir nele.

Mas vamos voltar ao ponto inicial, aquele em que tudo está indo muito bem. Você já presenciou ou passou por situações em que as coisas estão indo a mil no trabalho e, repentinamente, começam a imbicar e degringolar sem uma causa aparente? Já viu profissionais que inexplicavelmente começam a perder rendimento, vendas ou entusiasmo? Pois bem, temos três possíveis situações para explicar isso. Acompanhe-as:

Primeira – Apesar de o profissional estar com a motivação e o entusiasmo em alta, variáveis incontroláveis no ambiente profissional (economia, concorrência, política, tecnologia e governo) começaram a interferir e determinar a reversão dos bons resultados de até então. Nesse caso, sua alta motivação, entusiasmo, equilíbrio emocional e também conhecimento profissional e de mercado serão determinantes para recuperar os bons índices antes conquistados.

Segunda – Alguma coisa fora do ambiente de trabalho (família, saúde, relacionamentos, vida financeira, etc.) começou a sugar sua energia, que, por sua vez, entrou em desequilíbrio e teve seus resultados refletindo esse novo momento de instabilidade emocional, de dúvidas sobre sua visão de futuro e até de auto-estima. Nesse caso, não resta outra alternativa senão dar a devida atenção aos fatores exógenos que estão comprometendo seu equilíbrio, se recompor e recuperar os números anteriores. Por isso, recomendo que as empresas (leia-se gerências, coordenações, RHs e psicólogos internos) sempre acompanhem o dia-a-dia de seus profissionais, principalmente como andam suas vidas nas outras dimensões da existência, e não apenas na profissional. Isso requer corpo-a-corpo, diálogo, enfim, relacionamento entre superiores e comandados, não só um mero e superficial contato.

Terceira – A razão para a queda nos números pode ser explicada pela negligência ou indisciplina do profissional, que encantado ou inebriado pelos números e resultados não cuida de atentar para a qualidade do serviço que faz nem garantir o zelo nas tarefas que o levaram a conquistar aqueles resultados. Esse profissional precisa rever suas posições pessoais, sua atitude diante de si mesmo e compreender que a qualidade do seu trabalho é a expressão de quem ele é. E se ele tiver auto-estima elevada não admitirá que seu “modus operandis” nem seu “modus faciendi” comprometam seus resultados. Não confunda essa situação com falta de motivação, é displicência, desleixo, indisciplina mesmo. Às vezes, uma “palmadinha de amor”, daquelas que não doem, ajuda muito para acordar o sujeito que tem grande potencial, mas insiste em jogar na lata de lixo o talento que recebeu graciosamente.

Para esses, também com muita graça, a vida devolve essa atitude em forma de obscurantismo e mediocridade.

Um conselho: o fato é que para nós, profissionais, vale uma boa recomendação do apóstolo Paulo: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para não cair”, 1 Co 10:12. Gostou da expressão “pensa estar em pé”? Ela certamente conota a presunção, a transitoriedade e a instabilidade do apogeu, da vitória. Então, vigie, esteja atento e, por qualquer que seja a razão, não deixe os resultados caírem. Nosso sucesso é diretamente proporcional a eles.


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