quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Prefeitura investe R$ 30 milhões no Carnaval mas se atrapalha ao fazer balanço

 Os principais gestores de Salvador não se entenderam ao tentar explicar as finanças do Carnaval, segundo reportagem do jornal A Tarde desta quinta-feira (23). Em entrevista coletiva na quarta, o vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB) disse, amparado em um estudo feito em 2009, que a festa trouxe um prejuízo parcial de R$ 8 milhões. Os dados do levantamento, já desatualizado, trabalham com uma despesa de R$ 30 milhões e uma receita de R$ 22 milhões, que não inclui ganhos oriundos da arrecadação do Imposto Sobre Serviço (ISS) cobrado de bares, restaurantes, hotéis, blocos e camarotes. O prefeito João Henrique, por sua vez, defende que o prejuízo é maior do que isso. A reportagem destaca uma matéria publicada no site oficial do Carnaval. “O prefeito reconheceu que o valor ainda é muito pouco, face à despesa com a realização da festa, três vezes maior que o valor da atual arrecadação”, diz trecho do texto. Já o presidente da Empresa de Turismo de Salvador (Saltur), Cláudio Tinoco assegura que a festa é “autossustentável”, com base no Relatório Diagnóstico Mercadológico Carnaval 2009, feito a pedido do próprio gestor pela empresa de consultoria Mídia e Planejamento Comunicação. Segundo o estudo, apenas a partir de 2010 o Carnaval de Salvador deixou de causar prejuízo para os cofres públicos municipais.
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