domingo, 4 de março de 2012

Empreendedorismo


Os 10 erros mais comuns do mundo empresarial

Por Mariana Rodrigues

Se tem uma coisa que os empreendedores e executivos fazem todos os dias é tomar decisões. O mundo empresarial vive de tomada de decisões e infelizmente não é possível prever quais serão as futuras decisões que as empresas terão que tomar. Ah, se fosse assim tudo seria mais fácil e o risco das empresas seria minimizado, porque ela teria tempo para se preparar, estudar e analisar as opções e só depois tomaria uma decisão.
Quebra Cabeça
 Decisões equivocadas são comuns, principalmente por empreendedores, e podem trazer diversas consequências ruins para as empresas, assim como na nossa própria vida. Tomamos decisões que podem mudar o rumo de nossa vida e não seria nada diferente com as empresas.
Pensando nesse mundo de decisões e indecisões que as empresas passam rotineiramente é que dois empreendedores americanos, Luke Johson e Jay Goltz escreveram sobre os erros mais comuns que podem implodir um negócio – principalmente se for de pequeno porte, relatados na Revista Época Negócios – edição 35, que descrevo abaixo com algumas considerações minhas. Vejamos então, quais são os dez problemas apontados pela dupla, adaptados ao contexto brasileiro:

1. Endividamento crônico: Com a retomada econômica, muitos empreendedores veem o aumento das dívidas como uma situação preocupante – o que não é verdade. Os empreendedores precisam ter clareza dos motivos do endividamento e do destino dos recursos obtidos por meio de financiamentos e empréstimos. Se a dívida for de fato maior do que a capacidade da empresa de pagá-la, é recomendável uma renegociação imediata. Acrescento que é preciso calcular antes qual será o custo de uma dívida. Já vi muitas empresas que têm medo de pegar recursos de terceiros ou que só pegam recursos de terceiros e mantêm seu capital intacto. É preciso ter um equilíbrio e antes de se endividar com terceiros calcular qual será o custo de oportunidade dessa dívida ou de usar o capital próprio.

2. Sócios e funcionários errados: Em muitas empresas ocorre um problema que nem sempre termina bem: disputa entre sócios. Jamais entre num negócio sem um acordo por escrito. Já falei sobre sociedade aqui no Sucesso (clique aqui) e reitero a importância de se estar atento antes de escolher seu futuro parceiro em uma empreitada. O mesmo acontece com funcionários. A contratação do empregado errado pode também ser explosiva. Se você não for o responsável direto pelas contratações, treine bem os funcionários encarregados delas. Acho importante não só contratar o funcionário com os requisitos necessários pelo cargo, mas também contratar o que alie competência com os valores da empresa. É uma boa forma de se evitar futuros problemas.

3. Contador errado: A tarefa principal do contador não é lançar dados em livros de registros, mas sim auxiliar a empresa na análise e nas decisões estratégicas de negócios. Ele precisa ter um conhecimento profundo das atividades da empresa que assessora. Um contador despreparado ou desatualizado é um risco altíssimo. Um bom contador vai te auxiliar em momentos estratégicos e será peça fundamental em decisões que envolvem a competência dele.

4. Dependência excessiva: É comum, entre empresas de pequeno porte, a dependência a um único cliente. Se ela o perde, os problemas podem ser incontroláveis. A resposta é a diversificação da clientela. Outra dica: como fornecedor, procure ser insubstituível. Assim, os riscos de ser cortado por um cliente diminuem. Não hesite também em buscar novos clientes. Dê as caras ao mercado para que sua empresa possa diversificar a clientela. Certifique-se de que está passando uma imagem coerente ao mercado e não deixe de construir um branding da sua empresa.

5. Caos em TI: Investir uma pequena fortuna em sistemas de informática de performance sofrível é caminho certo para o desastre. Busque um fornecedor que não apenas tenha bagagem técnica mas também inspire confiança.

6. Entrar numa guerra de preços: A concessão de descontos agressivos pode se tornar uma estratégia suicida. O único ganhador desta batalha é o cliente, que fica mal acostumado com os preços irrisórios. Na disputa pelo cliente, tente oferecer outros diferenciais. O fator preço é o mais arriscado para a sáude do seu negócio.

7. Aluguel caro: Você se entusiasma, e aluga a sede dos seus sonhos para o negócio. Isso pode ser uma bomba relógio. Parece óbvio, mas um negócio jamais deve ser iniciado ou expandido sem uma garantia de receita. Eu entendo que o sonho daquele escritório lindo, que ocupa o andar inteiro e é de fazer inveja aos concorrentes fica latente em você, mas é preciso ter paciência e não dar passos maiores que as próprias pernas. Tenha paciência, batalhe e lute para conseguir o escritório que sempre sonhou, mas não seja expulso daqui a uns meses de seu próprio sonho.
8. Erros de seguro: São comuns três problemas em relação aos seguros. O primeiro, não entender a relação que existe entre o valor do seguro e o valor do que é segurado na empresa. O segundo é não prever processos movidos por funcionários, em questões como assédio moral. Em terceiro, não estar protegido contra perda de receitas.

9. Tornar-se antipático: Não é só o mau atendimento que afugenta clientes mas também atitudes sutis, como não aceitar cartões de crédito de determinadas bandeiras ou ser inflexível nas formas de pagamento. São decisões totalmente justificáveis, mas podem irritar os clientes. É importante também prestar atenção na maneira como seus funcionários estão atendendo os clientes. É preciso passar para eles que jamais algum cliente deve ser tratado diferente ou discriminado.

10. Não inovar: Algumas empresas têm muito medo de mexer no que está dando certo e por isso não inovam, não saem do lugar. A autocomplacência costuma de instalar nas empresas com uma velocidade espantosa. Em alguns casos, é até mesmo saudável incutir no negócio um leve estado de paranoia, como defende o fundador da Intel, Andy Groove.
É claro que as decisões no mundo empresarial são muito mais amplas e envolvem muito mais variáveis – além de serem diferentes em cada empresa e em cada ambiente. Porém, esses dez erros citados acima são comuns a uma grande quantidade de empresas, que em alguma etapa de seu ciclo de vida tiveram que tomar decisões e algumas vezes erraram. Empresários tomam centenas ou milhares de decisões por ano, muitas das quais parecem sem consequência, mas estar atento aos menores detalhes pode fazer a diferença, garantindo assim a sobrevivência do negócio.
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