sexta-feira, 13 de abril de 2012

Atitude no ambiente de trabalho é importante para conseguir emprego

Ter um bom currículo e ser proativo são fundamentais, mas saber como agir no ambiente corporativo pode contar mais na hora da seleção. Jovens precisam agir de forma diferente de quando estão em casa e na escola.

Veruska Donato

A procura pelo primeiro emprego é uma preocupação que surge, na maioria das vezes, apenas quando o jovem sai da faculdade. Segundo especialistas, isso é um erro, já que a preparação deve começar bem antes, caso o candidato queira se destacar diante de tantos concorrentes.
Duas atitudes são importantes na hora da busca pelo primeiro emprego: ler os jornais todos os dias, já que sempre há vagas nos classificados (isso vale para internet e redes sociais também), e preparar um currículo simples e resumido. O jovem pode não tem experiência profissional, mas tem experiência de vida. Então, é válido colocar no currículo cursos que já fez fora da escola: artes, teatro e cinema, por exemplo. Cite trabalhos voluntários já realizados também é uma opção.
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A engenheira Laís Carnaúba tem uma história que serve de inspiração para quem está à procura da primeira oportunidade no mercado de trabalho. Ela estava em um congresso de engenharia e abordou o dono de uma das maiores empresas do Brasil. Saiu de lá com o primeiro emprego. “Acho que consegui a vaga porque tive a iniciativa e ele gostou”, opina.
Além da proatividade e de um bom currículo, as empresas também escolhem o jovem pelo seu comportamento. Muitas vezes, isso vale mais do que a escola, a faculdade e os cursos de idiomas. É durante a seleção que as empresas percebem que tipo de trabalhador o jovem será.
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Em São Paulo, a ONG Via de Acesso recebe dois mil jovens por mês que querem aprender como se comportar no novo emprego. “Aquele relacionamento que ele tem da galera não é o relacionamento que ele vai utilizar dentro da empresa. O “internetês” que ele com os outros jovens, não vai poder usar na empresa. Ele tem que ter uma comunicação tanto verbal quanto escrita adequada aos códigos de comunicação adotados pela empresa”, explica Ruy Fernando Leal, superintendente da ONG.
Depois de conseguir a vaga, outra dificuldade é se adaptar ao novo ambiente e entender que a casa é diferente do trabalho. “Ele tem que saber dividir opiniões com os demais, não querer impor a sua opinião como, eventualmente, ele faz em casa ou na escola. Na empresa não funciona assim, há a diversidade de pensamentos, de posturas, de posições e é preciso saber negociar e não impor”, orienta Ruy.
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