domingo, 1 de abril de 2012

Saiba lidar com a insegurança e tenha uma carreira de sucesso


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A psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa explica que existem dois tipos de insegurança. Uma delas é a momentânea e acomete os indivíduos em situações de mudanças ou novos desafios.

A psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa explica que existem dois tipos de insegurança. Uma delas é a momentânea e acomete os indivíduos em situações de mudanças ou novos desafios. Por exemplo, quando ele consegue um emprego novo, é promovido ou recebe mais responsabilidades.

Há, no entanto, aquelas pessoas que se sentem inseguras sempre, porque não confiam em sua capacidade, mesmo tendo formação, especialização, títulos ou vasta experiência no mercado. "Esse profissional precisa de reconhecimento contínuo por parte dos superiores, o que, muitas vezes, não acontece", conta Clarice.

Ninguém é sempre seguro de si
A especialista garante que ninguém se sente 100% seguro. Nem mesmo o homem mais rico do mundo. "É natural sentir medo e insegurança". O problema é que alguns profissionais acabam paralisados e, por isso, fogem de novos desafios, o que acarreta a perda de inúmeras oportunidades na carreira e a dificuldade de se sentir satisfeito tanto em âmbito pessoal quando profissional. "Esses indivíduos sempre buscam a zona de conforto e uma segurança no emprego que é ilusória, idealizada".

De fato, nos dias de hoje, toda segurança com relação ao trabalho é fantasiosa, uma vez que há anos não existe mais uma relação matrimonial entre empregado e empresa. Ao tomar decisões, o empresário visa ao lucro e à sobrevivência no mercado.

Pessoas com baixa auto-estima que se mostram inseguras quase o tempo todo, independentemente das situações que se apresentam no trabalho, precisam trabalhar sua segurança emocional de forma contínua. Essa insegurança "inerente" a alguns profissionais tem a ver com a criação na infância, de acordo com a psicóloga. "Crianças que são reforçadas positivamente nas atividades que desenvolvem crescem mais confiantes", exemplifica.

Dicas para contornar a insegurança
Clarice dá algumas dicas simples para dar a volta por cima. A primeira delas é: assuma suas fraquezas e tenha consciência do que precisa melhorar.

"Uma das coisas que ajuda muito é sempre fazer um levantamento de sua carreira e se perguntar o que faz melhor. Para tanto, recomendo elaborar um outro currículo, um pessoal, que inclua suas capacidades, aptidões e o quanto se desenvolveu até agora. Geralmente, quem tem baixa auto-estima já olha pelo lado negativo e começa a se desvalorizar e fazer comparações com colegas e conhecidos", sublinha.

Segundo a psicoterapeuta, todos precisam entender que o mercado sempre será competitivo, daí a importância de focar no que tem mais facilidade e no que gosta mais. Além disso, é preciso buscar se desenvolver, por exemplo, fazendo um curso de especialização. "O profissional deve questionar: o que posso fazer para acreditar mais em mim?".

Faça sua própria avaliação de desempenho
Outra dica é não esperar a avaliação de desempenho da empresa e elaborar seu próprio relatório, com o objetivo de trabalhar a ansiedade e o grau de exigência que tem sobre si mesmo. "A insegurança está muito ligada à ansiedade. Às vezes, a ansiedade é tão alta que o indivíduo não nota quantas coisas já consegue fazer de forma bem-sucedida nem o quanto cresceu profissionalmente. Mas ele também não pode esquecer de assumir o que de fato precisa melhorar".

Na hora de receber críticas, dada a possibilidade de seu chefe ser tão inseguro quanto você, saiba separar o que é crítica construtiva e o que não significa nada. "Quando o próprio líder é inseguro, é importante filtrar as informações e se perguntar até que ponto a crítica é real. Além disso, é necessário se fortalecer para receber críticas que algumas vezes são necessárias".

Dominar a insegurança é vital também para as relações profissionais. Explica-se: a pessoa insegura tende a fazer comparações e, como a competição é reforçada em nós desde que somos crianças, ela pode acabar sentindo inveja de um colega e promovendo boicotes, às vezes, sem perceber. "Ela deve aprender a focar em si mesma, em suas fraquezas e pontos fortes. Não pode estar centrada no outro, pois acaba se nivelando e deixando de crescer profissionalmente".

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