domingo, 20 de maio de 2012

Em jogo fraco e com muita chuva, Bahia e Santos 'B' não saem do zero

Tricolor e Peixe, com time totalmente reserva, protagonizaram partida abaixo da média na estreia do Brasileirão. Torcida baiana fica na bronca
Por Marcelo Hazan
A forte chuva que atinge Salvador desde a última quinta-feira já dava o tom de uma partida feia no Estádio Pituaçu. Gramado molhado, pesado, muita correria, pouca criatividade e, principalmente, pontaria falha. Bahia e Santos castigaram os pouco mais de 9 mil corajosos torcedores que encararam o temporal para assistir à partida, que terminou 0 a 0, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.
Com um time totalmente reserva, o Peixe sofreu com a falta de entrosamento. Foram cinco estreantes: o zagueiro David Braz, o lateral-direito Galhardo, os volantes Ewerton Páscoa, Gérson Magrão e o meia Bernardo. Quando as chances surgiram, Borges, que parece ter perdido o faro, desperdiçou. Já o Bahia teve mais volume de jogo, chegou a encurralar o Santos em vários momentos, mas também falhou na hora dos arremates.
O Peixe volta a campo na próxima quinta-feira, às 22h, dessa vez com todos os seus titulares, para enfrentar o Vélez Sarsfield-ARG, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Taça Libertadores. O Bahia encara o Grêmio, quarta que vem, no Estádio Olímpico, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo domingo. O Alvinegro Praiano recebe o Sport, em Santos,  e o Bahia encara o São Paulo, no Morumbi. Ambos os jogos serão às 16h.
Jogo aberto, mas fraco tecnicamente
Além de enfrentar a chuva, os torcedores também sofreram com o futebol apresentado no primeiro tempo entre Bahia e Santos. Até houve momentos de empolgação e certa emoção, mas o nível técnico foi muito baixo.

Chuva forte atrapalha o jogo no Pituaçu (Foto: Romildo de Jesus / Ag. Estado)
A ótima drenagem do estádio secou todas as poças d'água ainda antes da bola rolar, mas não impediu que o gramado ficasse encharcado. Com isso, a faixa lateral esquerda do ataque baiano foi prejudicada.
Fabinho, pela direita, e Gerley, na esquerda, eram os mais acionados do Tricolor. Dos pés dos laterais saíram as poucas jogadas de perigo do time mandante, quase sempre equivocadas no passe final.
Desentrosado, o Santos ainda teve lampejos de criação. Muricy posicionou Ewerton Páscoa como um "cão de guarda" à frente da zaga. O treinador deslocou Felipe Anderson para jogar pela direita e cobrou auxílio do meia na marcação, para deixar Bernardo, aniversariante do dia, e Gerson Magrão livres na armação.
Pelo alto, o Peixe ganhou todas no ataque e criou suas melhores chances. Nas tabelas entre Galhardo e Bernardo também saíram bons lances pela direita, enquanto Gerson Magrão praticamente não jogou, exceção feita a dois bons lançamentos.
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