domingo, 20 de maio de 2012

Estudantes reclamam de instalações precárias e demissões em massa de professores


Protesto de estudantes na Universidade Gama Filho contra a falta de estrutura da instituição

RIO - Cerca de 100 estudantes fizeram um protesto, na manhã desta quarta-feira, em frente ao campus de Piedade da Universidade Gama Filho. Eles criticam a gestão do novo controlador da instituição, o grupo Galileo Educacional. Segundo os alunos, a atual administração mantém instalações de ensino em estado precário, com banheiros sem água e salas de aula cheias de lixo. Eles reclamam ainda que o aumento recente nas mensalidades não refletiu em melhoria da situação. Os salários de professores e funcionários também estariam atrasados.
- Banheiros estão sem água. Tivemos três apagões no período da noite no campus de Piedade. Vários professores foram mandados embora. Cobram mensalidades absurdas e não melhoram o ensino - reclama a estudante de enfermagem Bethânia Maria Borges, de 22 anos.
Após uma reunião com o reitor Fernando Braga, ficou definido um calendário de encontros entre os representantes de cada curso para discutir problemas específicos. A reitoria se comprometeu a normalizar o serviço de limpeza até o fim desta semana.
A aquisição da Universidade Gama Filho e da UniverCidade pelo grupo Galileo Educacional, no fim do ano passado, acumula problemas. Há mais de um mês, a UniverCidade está em greve. Em janeiro, os estudantes da Gama Filho tomaram um susto com reajustes que chegavam a 35% do valor da mensalidade, sem que houvesse aviso prévio. A nova gestão também demitiu cerca de 300 funcionários, que buscaram a reintegração na justiça. Eles alegam que os direitos não foram pagos devidamente.

DOMINGOS PEIXOTO / AGÊNCIA O GLOBO
  
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