quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mulher diz ter achado preservativo em lata de extrato de tomate, no PR


Procon diz que empresa será notificada e pode pagar multa de até R$ 4 mi.
Em nota, empresa diz que irá recolher o produto para análise.

Samuel Nunes
Uma consumidora de Ponta Grossa, na região central do Paraná, afirma ter encontrado um preservativo dentro de uma lata do extrato de tomate Elefante. Segundo Maria Melchior, ela havia aberto o produto no domingo (8) e utilizou parte do conteúdo da lata para cozinhar o almoço. À noite, no momento de fazer o jantar, percebeu algo estranho na lata e viu do que se tratava.
Maria lembra que ficou assustada ao perceber que havia um preservativo dentro da lata. “Corri e mostrei ao meu marido o preservativo. Não sabia o que fazer. Pensei em jogar a lata fora, mas ele não deixou”, diz. A consumidora conta ainda que o preservativo não parecia ter sido usado.
De acordo com ela, na mesma noite o casal procurou a delegacia mais próxima de casa para registrar um boletim de ocorrência, mas foi orientada a voltar na segunda-feira (9).
Ao voltar à delegacia, o casal foi novamente orientado a procurar o Procon e denunciar o caso. Maria já pensava em desistir, mas o marido insistiu e ambos prestaram a queixa na terça-feira (10).
Empresa pode ser multada
Conforme o coordenador do Procon em Ponta Grossa, Marcos Marcondes, o órgão abriu um processo para investigar o caso. “Vamos notificar a empresa para que eles façam uma análise no produto”, afirma. De acordo com ele, a empresa pode receber multa que varia entre R$ 400 e R$ 4 milhões.
A consumidora diz que após a denúncia ao Procon, a empresa já entrou em contato para recolher o produto. “Eles pediram para que eu não mexesse mais na lata, pois eles vão enviar alguém para levar tudo para fazer análise”, diz.
Em nota, a Cargill, empresa que fabrica o extrato Elefante, reiterou que o Serviço de Atendimento ao Consumidor já está em contato com a consumidora. A nota diz ainda que “a Cargill reitera seu compromisso com a segurança alimentar e seus padrões de higiene e qualidade. Além disso, trabalha continuamente para aperfeiçoar seus rígidos padrões de qualidade em sua fábrica de processamento de tomates em Goiânia, os quais são diariamente monitorados por equipes especializadas, com o objetivo de avaliar os processos de fabricação, implementação de inovações e melhorias, independentemente de quaisquer exigências formais”.
Mulher indenizada
Em junho, uma mulher do Rio Grande do Sul recebeu R$ 10 mil por danos morais após achar um preservativo em uma lata de extrato de tomate da mesma marca que a da consumidora de Ponta Grossa. O caso gaúcho aconteceu em 2007. Na época, a Unilever, que era detentora da marca, se recusou a cobrir os prejuízos da mulher amigavelmente.

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