sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Diabetes: Conheça o Seu Impacto no Organismo

A diabetes é um problema de saúde importante, que afecta mais de 6 milhões de pessoas, e que atinge cada vez mais indivíduos em todo o mundo e em idades mais jovens.


É uma alteração metabólica crónica e complexa, que se caracteriza por anomalias no metabolismo dos açúcares (glicose), das proteínas e das gorduras.

Esta alteração é causada por uma insuficiência absoluta ou relativa na produção de uma hormona pancreática chamada insulina, que, faltando no sangue ou sendo produzida em menor quantidade, impede o organismo de utilizar normalmente o açúcar, ficando este acumulado numa alta concentração no sangue.

Denomina-se glicemia à quantidade de glicose no sangue e quando esta se encontra aumentada diz-se que o doente está com hiperglicemia.

A diabetes pode ser classificada em duas categorias gerais: diabetes mellitus insulinodependente (tipo 1) e diabetes mellitus não-insulinodependente (tipo 2). Na diabetes tipo 1, responsável por 10% dos casos, as pessoas dependem de insulina externa para poderem viver e apresentam um conjunto de sintomas iniciais muito nítidos, sendo frequente em crianças e jovens.

Na diabetes tipo 2, que atinge uma percentagem de 80 a 90% dos casos, as pessoas não dependem da insulina para viver (mas podem ser tratadas com ela) e o começo da doença acontece, geralmente, depois dos 40 anos, sem sintomas clássicos, podendo passar despercebida durante alguns anos.

Existe ainda outro tipo importante de diabetes, a diabetes gestacional, que surge durante a gravidez e normalmente desaparece quando concluído o período de gestação.

Os factores que levam um indivíduo a desenvolver a diabetes tipo 1 não são ainda claros, sabendo-se que a hereditariedade tem um papel importante na susceptibilidade da pessoa desenvolver a doença.

Quanto à tipo 2, o factor genético é importante, mas os agentes ambientais, como a obesidade e sedentarismo, apresentam grande influência no iniciar e na evolução da doença. De um modo geral, os grupos de risco para desenvolverem diabetes são: obesos; idosos; pessoas com antecedentes familiares de diabetes; pessoas com tensão arterial elevada ou níveis altos de colesterol no sangue; mulheres que contraíram diabetes gestacional na gravidez; crianças com mais de 4,5kg à nascença; doentes com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas.

Através da prevenção podem-se alterar os factores ambientais que levam ao desencadear da diabetes tipo 2. A prevenção deve ser orientada no sentido de se evitar a obesidade e estilos de vida sedentários.

As manifestações clínicas desta doença dependem se se trata da diabetes tipo 1 ou 2. Nos adultos a diabetes é, mais frequentemente, do tipo 2 e pode-se manifestar através dos seguintes sintomas: poliúria (urinar muitas vezes e em grande quantidade), especialmente durante a noite; polidipsia (sede excessiva e constante); polifagia (estar constantemente com fome); fadiga; prurido (comichão) no corpo, nomeadamente nos órgãos genitais; e visão turva.

Quando ocorre nas crianças e jovens, a diabetes é quase sempre do tipo 1, surgindo de modo súbito, com sintomas clássicos.

Estes são: urinar muito (a criança pode voltar a urinar na cama); ter muita sede; emagrecer rapidamente; grande cansaço, acompanhado de dores musculares intensas; dores de cabeça, náuseas e vómitos.

O diagnóstico da diabetes é geralmente feito quando o doente sente algum ou vários sintomas e consulta o médico, que lhe pede para realizar análises ao sangue e à urina (um dos parâmetros mais importantes é o valor da glicemia).

O tratamento da diabetes tipo 2 consiste, na maioria dos casos, na adopção duma dieta alimentar adequada, de forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue, e na actividade física regular. Pode, no entanto, ser necessária a utilização de medicação específica (comprimidos anti-diabéticos) e, em certos casos, o uso da insulina.

Na diabetes tipo 1, os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir. A insulina é administrada por injecção sub-cutânea, e o doente é ensinado a fazer a auto-administração.

O objectivo é manter o açúcar no sangue dentro dos valores considerados normais para que os doentes se sintam bem e sem nenhum sintoma da doença. Este tratamento deve ainda ser acompanhado por outras vertentes fundamentais: a adopção de uma dieta alimentar adequada e a prática regular de exercício físico.

A diabetes bem controlada permite diminuir o risco das descompensações agudas, nomeadamente a hiperglicemia e a cetoacidose (acidez do sangue), e previne o desenvolvimento das manifestações tardias da doença (lesões renais, dos nervos e da retina; doenças cardiovasculares; infecções persistentes e graves; etc).

Um diabético pode ter uma vida perfeitamente normal e autónoma, se a doença for devidamente tratada, sendo fundamental que o diabético se ajude e vigie a si mesmo, autocontrolando a sua doença.

Fonte: Emforma.net

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