quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Mulheres usam menos internet em países em desenvolvimento



É preciso fazer mais para estimular o acesso das mulheres à internet, que é inferior ao dos homens, afirma a gigante da tecnologia Intel em um relatório nesta quinta-feira (10), que faz um apelo pela duplicação do número de mulheres internautas nos países em desenvolvimento nos três próximos anos.

O relatório, bancado pela fabricante multinacional de chips com a colaboração da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Departamento de Estado norte-americano, aponta para disparidades persistentes no acesso feminino à internet na África, Oriente Médio e outras regiões em desenvolvimento.

O estudo constatou que a probabilidade de que as mulheres estejam on-line nessas regiões é quase 25% mais baixa do que entre os homens, e apela às autoridades e empresas de tecnologia por medidas que facilitem o acesso à internet via celular, permitindo conteúdo móvel gratuito e estimulando a alfabetização digital a fim de reduzir a disparidade.

Pesquisas e entrevistas com mais de 2,2 mil mulheres e meninas de quatro países em desenvolvimento – Egito, Índia, México e Uganda – constataram que o acesso à internet é essencial para as mulheres ganharem mais dinheiro, e buscarem se candidatar a empregos.

"Com as poderosas capacidades oferecidas pela internet – de conexão, aprendizado, envolvimento, ganho de produtividade e busca de oportunidades –, a falta de acesso das mulheres está resultando na criação de uma segunda barreira digital, que fará com que as mulheres e meninas corram o risco de ficar cada vez mais para trás", disse Melanne Verveer, embaixadora para questões femininas mundiais no Departamento de Estado norte-americano.

Ainda que os EUA e outros países desenvolvidos tenham níveis relativamente elevados de acesso e uso de internet pelas mulheres, restam algumas disparidades, especialmente nas zonas rurais ou entre os cidadãos mais pobres. Mas nos países em desenvolvimento, a disparidade é muito maior. Na Índia, apenas 11% da população tem acesso à internet, ante 79% nos EUA, disse Shelly Esque, vice-presidente da Intel e presidente da fundação educativa da companhia.

O relatório desta quinta-feira (10) mostra que 600 milhões de mulheres dos países em desenvolvimento, ou 21%, têm acesso à internet hoje, e outros 450 milhões devem ganhar acesso até 2016. Mas medidas adicionais poderiam propiciar acesso a mais 150 milhões de mulheres e meninas nos próximos três anos, de acordo com o estudo.


Fonte: Reuters
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