quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Professor sobrevivente encontrará turmas devastadas por tragédia


Professor relata odor da fumaça impregnado em sua pele: \
O professor universitário Jaime Freiberger Junior, 37 anos, sobreviveu ao incêndio que provocou mais de 230 mortes e deixou mais de 100 feridos em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, mas dificilmente se esquecerá das "cenas de horror" que vivenciou na madrugada do último domingo na Boate Kiss, palco da segunda maior tragédia brasileira. Ele, que conseguiu escapar após ser praticamente "empurrado" para fora da casa noturna por um "arrastão de gente" que tentava fugir do local - que não possuía saídas de emergência e tinha apenas uma porta -, agora se vê prestes a voltar a lecionar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para algumas das turmas mais afetadas pelo desastre.

"É muito triste. Nós perdemos muitos alunos, ex-alunos, amigos. Só de Agronomia, que é um dos cursos em que eu leciono, foram 26 alunos (que morreram). Somente do segundo semestre, uma turma inteira foi praticamente dizimada", disse o docente, que é natural de Rolândia, no Paraná, e dá aulas de topografia e geodésia há quatros anos na UFSM.

Ao menos 100 das 235 vítimas eram estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, sendo que o Centro de Ciências Rurais foi o mais afetado: foram confirmadas 64 mortes, sendo 26 de alunos de Agronomia, 15 de Medicina Veterinária e 15 de Tecnologia de Alimentos. Isso porque, naquela noite, acontecia uma festa universitária promovida por estudantes destes e de outros três cursos (Tecnologia de Agronegócios, Zootecnia e Pedagogia), cujo objetivo era arrecadar dinheiro para as festas de formatura das turmas.

Fonte- terra  noticias
Por-Marina Novaes

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