segunda-feira, 8 de agosto de 2016

TÉCNICAS DE ESTUDOS PARA ARRASAR NOS CONCURSOS

PARA MELHORAR A QUALIDADE DE ESTUDO E DE MEMORIZAÇÃO, ESPECIALISTA EM APRENDIZAGEM DIZ O QUE É CERTO OU ERRADO.

Confira 15 dicas para aprimorar sua técnica de estudo para concursos

Você já teve dificuldade em aprender algum conteúdo mesmo com esforço dobrado? Ou já precisou estudar várias vezes a mesma disciplina? São situações que podem acometer qualquer concurseiro. Mas existem técnicas de memorização que ajudam os candidatos a alcançar um melhor desempenho nos estudos. Em entrevista ao Correio, o especialista em aprendizagem pela Universidade da Califórnia e mestre em estatística pela Universidade de Brasília, Victor Maia, listou 15 dicas de certo e errado na hora dos estudos para concurso. Segundo ele, a assimilação de conteúdo só pode ser obtida por meio do estudo ativo. “Ler e assistir a uma aula são formas passivas e superficiais de se absorver conteúdo. Há outros métodos além desses, que podem garantir maior eficiência na aquisição de conhecimento”.

Confira as dicas abaixo:

O que funciona

Resumos e mapas mentais: no resumo, a pessoa vai unir as informações e estruturá-las. Assim, elas se fixam no cérebro com mais facilidade e isso permite que o estudante acesse esse conteúdo sem precisar retornar a leitura que fez inicialmente. Quando acabar de ler uma página, veja se entendeu as principais ideias. Tente recordar das principais ideias novamente quando retornar a sala, ou ao ambiente onde estuda. A habilidade de recordar – de tirar as ideias de dentro de si – é um dos principais indicadores de bom aprendizado. Com esses métodos, o material passa a ser consultado na memória e não somente no papel.

Resolução de exercícios: ler a teoria ou ser ensinado por alguém são atividades passivas que são necessárias, mas nem tão eficientes. Quando apenas se ouve ou se vê, as informações se perdem. Só nos lembramos daquilo que é mais importante. Resolver exercícios vai fazer com que a pessoa identifique isso. Durante a leitura, e especialmente na releitura, o candidato tem a falsa noção de “entender” o que está escrito. O problema é que, se esse conhecimento não for testado, corre-se o risco de ele não ser consolidado na memória do aluno. Essa prática também ajuda a entender o estilo de avaliação e favorece o discernimento entre o conhecimento superficial e o realmente relevante.

Estudo em ciclos: organize o estudo de cada disciplina em ciclos. O cérebro funciona como um músculo – pode lidar com uma quantidade limitada de um tipo de exercício por vez. O concurso não exige o quanto você se sacrifica, mas o quando você sabe.

Analogias: sempre que tiver dificuldade com um conceito, pense em como o explicaria de forma que até uma criança entenderia. Usar analogias ajuda muito. Por exemplo, para lembrar o número de Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pense em “Somos um Time de Futebol”. Nunca mais esquecerá que o STF possui 11 ministros!

Descanso: a qualidade do sono afeta diretamente as funções intelectuais de modo decisivo, regulando as forças mentais durante o período ativo do dia e armazenando o conhecimento e as experiências valiosas da pessoa enquanto ela dorme. Aprende melhor quem está descansado, calmo, bem alimentado e que pratica exercícios regularmente. Esses efeitos possuem larga comprovação científica.

Ensinar: a melhor forma de aprender é ensinar. O desafio é ensinar algo que ainda não se sabe, por isso, esse processo deve gradativamente mover-se da leitura (passiva) para a prática (ativa). Explicar conteúdos para algum familiar ou amigo é uma boa forma de colocar isso em prática.

Imaginar a vitória: tenha próximo ao seu local de estudo uma imagem ou mensagem que te lembre como sua vida mudará quando for aprovado. Pense na estabilidade, na boa remuneração, nas boas condições de trabalho, no bem que fará a sociedade e na vida que proporcionará a sua família. Isso te dará motivação para continuar.

O que não funciona

Releitura passiva: sentar-se passivamente passando os olhos pelas páginas é inútil. Ler novamente é perda de tempo, a não ser que você perceba que a matéria está indo para o cérebro ao relembrar as ideias principais.

Grifos excessivos: marcar o texto pode fazer você pensar que está aprendendo, mas você não faz nada mais que mexer um pouco as suas mãos. Em algumas vezes isso é importante para destacar ideias principais. Mas se você quer aprender, garanta que seus grifos também estejam indo para sua cabeça.

Ver as respostas e assumir que entendeu: esse é um dos piores erros cometidos pelos estudantes. Você deve ser capaz de resolver o problema passo a passo sem consulta às respostas antes da resolução.

Estudar de última hora: seu cérebro é como um músculo. Ninguém corre uma maratona do dia para a noite apenas com força de vontade. É preciso treinamento gradativo.

Resolver os mesmos tipos de exercício: é tentador continuar resolvendo questões do tipo que você acerta sempre, mas você está se enganando. Você só está realmente proficiente em um assunto quando consegue dissertar sobre ele.

Não estudar teoria antes de fazer exercícios: você entraria no mar antes de saber nadar? Os exercícios mostram o conhecimento concreto que você precisa, mas, ainda assim, não adianta muito fazê-los sem ter o mínimo de conhecimento teórico.

Não tirar dúvidas: existem três tipos de alunos. Os que não entenderam nada, os com dúvida, e os mentirosos. Não siga adiante com uma dúvida conceitual. Provavelmente você terá dificuldade com o resto da disciplina.


Pensar que pode aprender quando está distraído: cada conferida às redes sociais significa menos capacidade cerebral para aprender. As distrações destroem as raízes das sinapses cerebrais antes que elas consigam crescer.

*Texto extraído do Brasil Educare – Cursos e Concursos


 
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