quinta-feira, 16 de março de 2017

Nove características do trabalho em uma empresa sem chefe

Imagem ilustratica
Nada de chefe ou hierarquia. É com essa premissa básica que uma empresa com gestão horizontal atua. A figura da chefia não existe e os colaboradores acabam compartilhando mais as responsabilidades e tarefas da companhia. 

"A razão desta escolha é muito simples. Acreditamos que é durante o processo decisório que os valores das pessoas são efetivamente vivenciados, sendo assim, faz muito sentido que a decisão seja compartilhada e que esteja nas mãos das pessoas, cientes dos impactos de duas escolhas, seguir por este ou por aquele caminho. É com essa premissa básica que uma empresa com gestão horizontal atua", explica Patrícia Sampaio, especialista em RH da VAGAS.com.

Para entender um pouco mais sobre esse modelo, listamos nove características do trabalho em uma empresa sem chefe:

1) Habilidade para dar e receber feedback. Os profissionais que atuam em ambientes horizontais precisam ter destreza no uso dessa poderosa "ferramenta de gestão", pois é por meio dela que se promove o desenvolvimento das pessoas. "É necessário ser capaz de reconhecer o bom trabalho dos colegas e apontar possibilidades de melhorias, elogiar e também "puxar a orelha" quando algo estiver impactando negativamente no trabalho", conta Patrícia. "Da mesma forma, é imprescindível ter habilidade para receber elogios e reconhecimento, mas também para ouvir as críticas de alguém que não é seu chefe. Grande parte dos profissionais nunca teve essa experiência, pois usualmente esta tarefa está concentrada nas mãos dos gestores que, pela natureza de seu cargo, tem a "carta branca" para fazê-la", completa.

2) Proatividade. As pessoas precisam assumir compromissos espontaneamente, pois não há alguém com a tarefa exclusiva de delegar e cobrar a execução. "Sempre que estiver diante de algo que precisa ser feito ou de uma oportunidade de melhoria, as pessoas precisam ter a iniciativa de fazê-lo ou de comunicar e endereçar a ideia", ensina.

3) Desapego. Isto significa dizer que o profissional precisa estar sempre aberto a ouvir as diversas opiniões que podem surgir em relação a um trabalho que está sendo executado. "Qualquer um pode ter uma opinião melhor ou complementar à sua e isto deverá ser discutido com mente e coração abertos para que, de repente, algo mais valioso seja construído", revela Patrícia.

4) Habilidade para trabalhar com grupos multidisciplinares. Muitas decisões são tomadas em fóruns e reuniões onde há a interação de profissionais de disciplinas diferentes. "Saber trazer a medida exata da sua contribuição e permitir que os outros também façam complementará o trabalho e favorecerá o surgimento de produtos e soluções com alto valor agregado", relata a especialista.

5) Atitude constante de evolução. É uma outra característica importante para profissionais que trabalham ou desejam trabalhar no modelo horizontal de gestão. "A empresa horizontal é um ambiente aberto, muito propício ao aprendizado e à troca de experiências, mas vivenciar isto verdadeiramente é uma questão de atitude, de curiosidade e de vontade de fazer melhor sempre", diz.

6) Capacidade analítica e visão sistêmica.
O exercício da gestão exige capacidade de olhar a empresa como um todo, um organismo que é maior que suas partes. "Isto significa dizer que é necessário medir o impacto das decisões tomadas, não somente no escopo de uma determinada equipe, mas sim das áreas correlacionadas. Como a tomada de decisão é descentralizada, capacidade analítica e visão sistêmica devem ser habilidades comuns a todos", pontua Patrícia.

7) Influência positiva. É a capacidade de favorecer, por meio de atitudes, o bom ambiente e o clima agradável. Atmosfera positiva é o meio necessário para o despertar da criatividade e abre espaço para que o trabalho aconteça de forma divertida e leve. "Por isso, valorizamos profissionais que tenham espirito colaborativo, capazes de oferecer apoio aos colegas e dar suporte para superação de desafios por meio de presença ativa e inspiradora", aponta Patrícia.

8) Liderança. Ausência de chefes não significa falta de liderança. Esta é uma habilidade essencial nesse contexto. "A diferença é que ela não é delegada em razão de um cargo, mas sim, emerge naturalmente quando alguém torna-se referência, seja por capacidade técnica, visão estratégica ou conduta", conta.

9) A identificação e o engajamento com os propósitos da empresa. Elas garantem a motivação dos profissionais no exercício de suas atividades. "Numa empresa sem chefes, valorizamos pessoas que reconhecem a importância do próprio trabalho e que estejam dispostas a contribuir no projeto comum da empresa. Nos processos seletivos da VAGAS.com, costumamos dizer que buscamos pessoas que tenham o que nos ensinar. Desta forma, aumentamos nossa capacidade de criar produtos incríveis e que tenham impacto positivo na vida das pessoas e da sociedade", finaliza.

FONTE: Conteúdo Comunicação

  
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